Massaroca 67 – Noronha, o Fícus

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Noronha no bar

Noronha no Ora Bolas Bar, afogando as mágoas dessa vida batalhadora que tem todo vegetal.

Há muito tempo estávamos devendo prum grande amigo nosso esse programa.
A gente se encontra direto, é necessário dizer. Vez ou outra ele solta “E aí, caras, quando que vai rolar aquela aparição no Massaroca, ficaram famosos demais pros amigos da velha guarda, é isso?”.
Ou então, durante aquela cerveja no começo da noite: “Pô, Massas Reais, nosso projetinho vai pra frente ou não vai?”.

A história desse nosso amigo era boa, um pouco baseada na vida dele, autobiografia transformada em ficção. Nosso amigo sofreu muito nos tempos de juventude, teve que lutar com um bando de pré-conceitos. Mas resolveu sua vida, tá realizado e queria contar essa história, passar adiante o que aprendeu.

A gente adorou a idéia, mas com o dia-a-dia essa coisa toda rolando, a parceria foi se protelando.

Daí a gente tava sentado, pensando no que fazer no próximo programa, tocando um violãozinho, tomando um whiskynho, cê sabe como é.

O assunto da semana que chegou na conversa era o dia do meio ambiente, dia 5 de junho, agora. Tava lá o roteiro, já meio pronto, quando a gente virou pro canto da sala e viu.
Nosso amigo, Noronha, na dele, sentado do lado das impressoras, só sugerindo, meio que cobrando, meio que dando aquela idéia genial.
Noronha

Noronha, o 5º integrante do Massaroca. Foi mal, Vini.

A gente se olhou. Silêncio, mas aquele silêncio com entendimento mútuo, com alguma coisa no olhar de todo mundo que dizia “chegou a hora”.

Batemos os copos num brinde.
E o resto é história, sabe?

Semana que vem eu conto pra vocês da vez em que a Massa Real, a Danuza e o João Gilberto inventaram a Bossa Nova num apêzinho do Leblon.

A história aí de cima também vale pro Ramone que finalmente colocamos no Massaroca e valeu cada segundo de espera. Agradecemos ao Guiga também, que apesar de aparecer tão pouco, foi o cara mais firmeza e ajudou num bando de coisa que não tinha que ajudar na correria de filmar o programa. Para a Kelly também, gigantescos obrigados pela participação e pela ajuda.

O bar e sinuca Ora Bolas fica na Pompéia, perto da Heitor Penteado, perto da Massa Real, e de vez em quando a gente joga uma partida lá. O pessoal é gente boa e emprestou pra gente filmar, então vai lá, gaste um pouco e se divirta.

Quem não gostou que a gente fez um curta no lugar da falação e tal, não se incomode. A gente gosta de fazer isso de vez em quando, como vocês podem ver, e rever, e pretendemos fazer mais frequentemente daqui pra frente, e pretendemos fazer o melhor possível, e o mais engraçado possível quando fizermos.

Não é um mau negócio, é? Então não venham cobrar, porque a gente faz jornalismo mas gosta mais de cinema!

Ok, fim do post, que agora começa o programa da semana que vem.

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4 Respostas to “Massaroca 67 – Noronha, o Fícus”

  1. HunterDog Says:

    Novo diretor ou algo do tipo?
    Grande produção, é claro 🙂
    …mas não me lembra o Massaroca.

  2. Lucas Says:

    Participação curta, mas singular do Guiga!

  3. RMandi Says:

    História tocante. Até chorei.
    Gostaria de saber o que houve depois. O Noronha se casou? Teve filhos?

  4. Anita Says:

    Ah, vocês às vezes são tão bobos e tão “politicamente incorretos”… mas eu gosto TANTO de vcs!

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